quinta-feira, 19 de agosto de 2010
domingo, 8 de agosto de 2010
PAI DE TODO JEITO

Abraço especial para o meu pai Lucas Araujo, para o meu tio-pai Val Dantas e para o meu padrasto Reginaldo Alves.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Dia do Amigo

Os de longe..de perto.. os mais antigos... os mais recentes.... a todos os meus amigos de verdade!
sexta-feira, 16 de julho de 2010
DEFINIÇÃO DE SAUDADE
O texto é de Rogério Brandão, médico oncologista clinico.
Emocionante como uma criança pode definir um sentimento que muitos adultos não sabem nem mesmo o que é...
Médico cancerologista, com 29 anos de atuação profissional, posso afirmar que cresci e me modifiquei com os dramas vivenciados pelos meus pacientes..
Um dia, um anjo passou por mim...
Recordo-me do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional. Nesse hospital, comecei a freqüentar a enfermaria infantil, e a me apaixonar pela oncopediatria.
Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento destas crianças. Até o dia em que um anjo passou por mim.
Meu anjo veio na forma de uma criança com 11 anos, calejada por 2 anos de tratamentos os mais diversos, hospitais, exames, manipulações, injeções, e os desconfortos trazidos pelos programas de quimioterapias e radioterapia.
Mas nunca vi meu anjo fraquejar. Já a vi chorar sim, muitas vezes, mas não via fraqueza em seu choro. Via medo em seus olhinhos, e isto é humano! Mas via confiança e determinação.
Um dia, cheguei ao hospital de manhã e encontrei meu anjo sozinho no quarto. Perguntei pela mãe. E comecei a ouvir uma resposta que ainda hoje não consigo contar sem vivenciar profunda emoção.
Meu anjo respondeu:
- Tio, às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores. Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade de mim. Mas eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta vida!
Pensando no que a morte representava para as crianças, que assistem seus heróis morrerem e ressuscitarem nos seriados e filmes, indaguei:
- E o que morte representa para você, minha querida?
- Olha tio, quando agente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e no outro dia acordamos no nosso quarto, em nossa própria cama não é?
- É isso mesmo, e então?
- Vou explicar o que acontece, continuou ela: Quando nós dormimos, nosso pai vem e nos leva nos braços para o nosso quarto, para nossa cama, não é?
- É isso mesmo querida, você é muito esperta!
- Olha tio, eu não nasci para esta vida! Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!
Boquiaberto, não sabia o que dizer. Fiquei parado, sem ação.
- E minha mãe vai ficar com muitas saudades minha, emendou ela.
Perguntei ao meu anjo: - E o que saudade significa para você, minha querida?
- Não sabe não tio? Saudade é o amor que fica!

Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um dar uma definição melhor, mais direta e mais simples para a palavra saudade: é o amor que fica!
Um anjo passou por mim...
Foi enviado para me dizer que existe muito mais entre o céu e a terra, do que nos permitimos enxergar. Que geralmente, absolutilizamos tudo que é relativo (carros novos, casas, roupas de grife, jóias) enquanto relativizamos a única coisa absoluta que temos, nossa transcendência.
Meu anjinho já se foi, há longos anos. Mas me deixou uma lição que ajudou a melhorar a minha vida, a tentar ser mais humano e carinhoso com o outros, a repensar meus valores.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Parabéns!
Vou aproveitar os dizeres de um embrulho de um dos meus presentes para desejar a todos:
Luz
Amor
Respeito
Paz
Vida
Prazer
Felicidade
Sabedoria
União
Conquistas
Harmonia
Plenitude
Encontro
Lucas (pai) e Lucas (irmão) 20/05



Joyce (tia) 05/06

Eu e minha mãe Lucilene 10/06
Ivan (primo) 04/06
e
Pâmella (prima) 20/06

domingo, 6 de junho de 2010
Desabafo.
Sensação estranha. Sentimento confuso. Uma mistura de infelicidade, com impaciência, ansiedade e sei lá mais o que. Cercada de pessoas que ao mesmo tempo em que são, não são. Que ao mesmo tempo em que estão, não estão.
Sabe...
Não adianta falar que me entendem, não entendem. Não adianta falar que me apóiam, não apóiam. Não adianta falar que não amo, amo. Não adianta falar que não sofro, sofro. Não adianta falar que sou estranha, sou normal.
Apenas detalhista...mas...“Se você não sabe dar valor aos pequenos detalhes, você não sabe o que é valor, ou melhor, detalhes!”
Ninguém, ninguém, consegue sentir o que senti naquele momento. Nem fazem ideia do que sinto agora também. As coisas mudam. As coisas acontecem sem pedir permissão, ou ao menos saber se é isso que a gente realmente quer. É uma mistura de sentimentos e pensamentos. Uma salada de frutas na cabeça.
Será que é isso que quero?
Será que é isso que sonho?
Será que estou certa?
Será que estou errada?
Será que consigo?
Será que mereço?
Será que posso?
Será que devo?
Onde ficam meus sentimentos?
Onde ficam meus conceitos?
Onde ficam minhas ideias?
Onde fica tudo?
Preciso confiar em mim.
Preciso mostrar que posso.
Preciso conseguir.
Preciso de felicidade.
Preciso de amor.
Preciso de um tempo para mim.
Preciso, acima de tudo, de PAZ. Esse é um bom recomeço para minha vida.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
A que ponto chegamos?
Essa semana fiquei horrorizada com a notícia de que um bebê caiu da maca e morreu, instantes depois do seu nascimento.
Isso é um absurdo. Não consigo aceitar o fato. Me coloco no lugar dessa mãe e imagino como deve estar.
A saúde em nosso país é um caos, mas esse fato passa dos limites. A matéria publicada no G1 fala de conversar entre médicos falando que a maca não aguentaria, ou que a mãe estivesse acima do peso. O que é isso?
Acompanhem a matéria do G1:
Mesa cirúrgica quebra, recém-nascido cai no chão e morre na Bahia
Mãe sofreu lesões no púbis e na perna direita e segue no hospital.
Internada, ela não recebeu alta para sepultar o filho, em Porto Seguro.
O bebê João Henrique morreu instantes depois de nascer, neste domingo (23), no Hospital Luís Eduardo Magalhães, em Porto Seguro (BA). Segundo informações da diretoria médica do hospital, a mesa de cirurgia quebrou durante o parto, derrubando a mãe, Alcione Teixeira Santos, 28 anos, e o recém-nascido no chão. A criança foi sepultada nesta segunda-feira (24), no Cemitério de Pindorama, na cidade. Por não ter recebido alta, a mãe não foi ao enterro.
Segundo nota, o hospital informou que Alcione entrou em trabalho de parto às 6h e o nascimento de João Henrique ocorreu às 15h30, de parto normal. Ainda de acordo com o documento, por conta da queda, a mãe sofreu traumatismo na região do púbis e na perna direita e o recém-nascido morreu por conta do acidente.
A sobrinha de Alcione, Deiriane Rodrigues, 20 anos, que ficou como acompanhante dela no hospital nesta segunda-feira (24), disse ao G1 que o médico responsável pelo parto visitou a tia para tentar explicar o ocorrido na sala de cirurgia. "O médico, acompanhado de uma assistente social, disse para minha tia que a mesa estava em ordem, mas minha tia disse que lembra de ter ouvido o médico falar para ela, antes do parto, que a mesa não iria aguentar a realização do parto.
Ainda de acordo com Deiriane, durante a visita, o médico ainda teria feito piada com o peso de Alcione. "Ele teve coragem de falar que minha tia estava acima do peso. Isso a deixou mais abalada ainda. Minha tia não teve coragem de olhar para a cara do médico. Ela não quis nem conversar com ele de tão abalada que ficou."
Demora na comunicação
A delegada Eliana Barbosa, responsável pelo inquérito policial do caso, disse ao G1 que pretende ouvir o depoimento da mãe ainda nesta terça-feira (25), caso ela receba alta. "Dois funcionários serão ouvidos nesta quarta-feira (26) e o médico será ouvido na quinta-feira (27). Terei 30 dias para concluir o inquérito, mas já encaminhei uma equipe de peritos ao hospital para analisar a mesa cirúrgica e o balde rígido onde a criança bateu a cabeça na queda."
Eliana disse ainda que quer saber o motivo da demora do hospital em comunicar a família sobre a queda da mãe e da criança. "Além da demora em falar com os familiares, a polícia também demorou a ser comunicada sobre o fato. Isso precisa ser melhor esclarecido. Outro ponto que será investigado é se a mesa cirúrgica passou por manutenção preventiva antes da realização do parto."
A diretoria do hospital afirmou que um processo administrativo foi aberto para apurar as possíveis falhas cometidas pelo médico e pela equipe de funcionários que estavam na sala cirúrgica durante o parto.
Em nota, o hospital disse que a mãe está recebendo apoio ortopédico e psicológico e que a mesa cirúrgica quebrada tinha passado por manutenção, não apresentando problemas aparentes. "Também precisamos saber se o cordão umbilical foi cortado antes ou depois da queda", disse a delegada.

